No segundo turno das eleições, trabalhei como secretária. Um dos eleitores da minha seção, deixou para nós um exemplar do jornal "O Estado de S. Paulo" para não nos entediássemos completamente ao longo do dia. Embora a frequência dos eleitores tenha sido regular, houve sim momentos em que o jornal foi bem vindo, ao que presto aqui um agradecimento à ideia de gênio e generosidade do eleitor mencionado.
Pois. Estava eu sapeando o jornal, quando encontro um texto falando sobre Monteiro Lobato. Ora pro nobis, não é que agora querem demonizar o homem mais uma vez? Dai-me paciência, Senhor, porque se me der força, é pra arrebentar!
Então tá. Duas ações: ou se retiravam os livros infantis de Monteiro Lobato da lista de obras enviadas às escolas deste Brasilzão, ou retificava-se o texto ao incluir notas de rodapé contextualizando a existência de tia Nastácia.
Claro que das duas alternativas a segunda é a mais viável. Até o próprio lobato concordaria com ela. Afinal, ele usou do mesmo expediente ao "censurar" as obras de Anita Malfatti, só que ao contrário: viu o hoje da pintora com os seus olhos de ontem, isto é, o seu olhar tradicional não conseguiu enxergar a novidade que ela representava. Mas logo, logo se atualizou e é possível vê-lo numa pose de Emília alinhado ao grupo Modernista.
Claro que ele quereria a atualização de sua obra! Agora exclui-lo é muita estupidez!
Eu me lembro que na última edição feita pela Globo sobre o Sítio do Picapau Amarelo, cujo primeiro programa eu assisti, Dona Benta já estava plugada num PC, mandando e recebendo emeios. Nada mais lobatiano!
Ó, é o seguinte: esse povo que não tem o que fazer, além de dar palpite infeliz, que vá lavar um tanque! Ou então comece a redigir as notas de rodapé para que as obras de Monteiro Lobato, sejam elas infantis ou não, nunca saiam das estantes.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
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