Fui uma menina má, mereço ser deitada nos joelhos e levar umas palmadas... Coloquei em dúvida as competências e habilidades de um homem trabalhador e vitorioso no comando de uma agremiação de jogadores hiper alardeados e conhecidos como meninos...
Pois não é que o atual treinador do Santos está realizando (mais uma) excelente atuação no comando de um time? Sim, não é um time qualquer e esse é que é o verdadeiro coaching!
Mea culpa, pensei que haveria um choque de egos... Que nada, pô, a maturidade encontrou a juventude e os dois se contaminaram e agora é só correr para o abraço! Tá bem legal de ver, parabéns!
A sabedoria, e o trabalho encontraram a lendária Fonte da Juventude e o treinador reencontrou Muricy, o moço, no tempo presente; e o melhor: o gift é nosso!
Valeu, grupo, parabéns!
Eu andei inclinada a mudar de time, deixar de ser torcedora da Lusa e ser torcedora do Santos, mas foi só um rompante... Os dois times têm um histórico tão mesclado: já dividiram título criando jurisprudência, o Santos já rebaixou a Portuguesa (uma das vezes) uma zona portuária só! O que é legal nessa história de ser torcedora da Lusa é ver a cara de espanto das pessoas quando perguntam para que time torço... Vá lá!... Mas há outras histórias com outros times.
Uma vez, não faz tanto tempo assim (ou faz?), haveria um Grêmio vs Portuguesa e abordei um senhor que vestia a camisa do Grêmio. Fui para espinafrar o time dele e saí espinafrada! Quando eu disse que torcia para a Lusa, ele abriu um sorriso e disse que tinha muita simpatia pela Lusa, pereré, pereré... Ai, que chato!
Aliás, deixe-me fazer uma menção: o programa Globo Esporte foi bastante criativo na matéria que comentava a classificação da Lusa, parabéns III (o terceiro do dia).
Bem, se você reparou bem, há uma menção não comentada no título desta postagem. Pois é, quer saber quem é o cara? Vai atrás, malandro! Isso é trabalho, meu filho, vai procurar saber! Tá pensando o quê?
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Tempo de Sabedoria
Vou comentar notícia velha... Já vou avisando logo, só para não ficar vendo os muxôxos e ficar brava... Mas na internet é assim, não se conta tempo! Se fosse suporte jornal, a notícia estaria embrulhando o peixe da Semana Santa... Mas como não é, está tudo em paz!
Como eu ia dizendo, vou comentar uma notícia publicada no UOL, no dia 4 de abril [de 2011]. A manchete diz o seguinte:
"Estudo diz que droga para calvos pode causar impotência prolongada"
Santa cabeça dura, Batman, isso é uma catástrofe existencial da pior espécie! E, além de tudo, é um grande paradoxo, também existencial! Atentem bem para o potencial dramático de tal notícia...
Um homem, pobre homem, submetido às leis da genética, ou do estresse, ou da gravidade, ou de todas as alternativas juntas, lá pelas tantas da vida, começa a perder o cabelo e ficar careca... Pânico, muito pânico! Que é que ele faz, caso não deseje optar pela franja grega? Começa a procurar mezinhas para, se não deter, ao menos tornar lento o processo do cabelocídio. Recorre a tudo: de benzeduras a benzóis e chega na cruel finesterida, cujo nome fatídico sugere trocadilhos horríveis e desnecessários neste contexto dantesco.
A referida droga pode reduzir o tesão (nunca sei se é a tesão ou o tesão! Parece que Antonio Callado usava no feminino e de tesão e feminino ele entendia muito... Mas vou conferir já, já e depois comento...) e causar impotência (sobe a música, balançam as chapas de metal) mesmo após a suspensão do uso! Que é que é isso! Onde já se viu uma coisa dessas?
Então o sujeito gasta uma grana para manter a juba e para com ela impressionar as moças/moços e depois, na hora H, o sistema entra em pane? Ninguém merece! E olha que as moças não estão assim tão compreensivas com os rapazes hoje em dia, viu, apenas para tocar no assunto do relacionamento heterossexual...
A bem da verdade, os rapazes andam acossados, vamos combinar, né? As mulheres não os valorizam mais! Sim, continuam a correr atrás deles, mas quanto os alcançam, sangram-lhes o pescoço! Tudo bem, é bem sabido que os homens têm dois pescoços, mas se o principal não funciona, não funciona nenhum! E as drogas são cada vez mais as culpadas.
Mulheres, por favor, cuidem melhor dos homens, eles merecem e vocês merecem também! É uma questão de Humanidade, afinal, somos todos seres humanos!
Quando meninas vocês não brincavam de bonecas e acreditavam em varinhas de condão? Então, os homens têm os dois, boneca e varinha de condão de onde sai um jato de estrelinhas direto ao coração de quem souber ver! Não é bonitinho pensar assim? Homem é melhor que prozac, zooloft, viagra, finesterida, só para citar as drogas legalizadas, seja qual for a orientação que você escolher.
Portanto, homens, não se afobem, não, que nada é para já... Quando o cabelo começar a cair, cultivem uma boa barba, mas nunca, nunca mais recorram à franja grega, que é ridícula!
O quê? Pelos não estão mais na moda? O negócio agora são os homens-lolitos, tipo aquele americaninho chatinho e imberbe? Nossa, estou boquiabrida!
Depois de tudo o que foi comentado aqui, deu para entender o título desta postagem? Pois é, esse tempo está demorando a chegar...
(http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/898850-estudo-diz-que-droga-para-calvos-pode-causar-impotencia-prolongada.shtml)
Não tem choro nem vela: se quiser ver a notícia vai ter de copiar e colar! Sou do tempo que era dos carecas que elas gostavam mais... Carecas, não raspados, entendido?
Belê! Beijoquinhas!
Como eu ia dizendo, vou comentar uma notícia publicada no UOL, no dia 4 de abril [de 2011]. A manchete diz o seguinte:
"Estudo diz que droga para calvos pode causar impotência prolongada"
Santa cabeça dura, Batman, isso é uma catástrofe existencial da pior espécie! E, além de tudo, é um grande paradoxo, também existencial! Atentem bem para o potencial dramático de tal notícia...
Um homem, pobre homem, submetido às leis da genética, ou do estresse, ou da gravidade, ou de todas as alternativas juntas, lá pelas tantas da vida, começa a perder o cabelo e ficar careca... Pânico, muito pânico! Que é que ele faz, caso não deseje optar pela franja grega? Começa a procurar mezinhas para, se não deter, ao menos tornar lento o processo do cabelocídio. Recorre a tudo: de benzeduras a benzóis e chega na cruel finesterida, cujo nome fatídico sugere trocadilhos horríveis e desnecessários neste contexto dantesco.
A referida droga pode reduzir o tesão (nunca sei se é a tesão ou o tesão! Parece que Antonio Callado usava no feminino e de tesão e feminino ele entendia muito... Mas vou conferir já, já e depois comento...) e causar impotência (sobe a música, balançam as chapas de metal) mesmo após a suspensão do uso! Que é que é isso! Onde já se viu uma coisa dessas?
Então o sujeito gasta uma grana para manter a juba e para com ela impressionar as moças/moços e depois, na hora H, o sistema entra em pane? Ninguém merece! E olha que as moças não estão assim tão compreensivas com os rapazes hoje em dia, viu, apenas para tocar no assunto do relacionamento heterossexual...
A bem da verdade, os rapazes andam acossados, vamos combinar, né? As mulheres não os valorizam mais! Sim, continuam a correr atrás deles, mas quanto os alcançam, sangram-lhes o pescoço! Tudo bem, é bem sabido que os homens têm dois pescoços, mas se o principal não funciona, não funciona nenhum! E as drogas são cada vez mais as culpadas.
Mulheres, por favor, cuidem melhor dos homens, eles merecem e vocês merecem também! É uma questão de Humanidade, afinal, somos todos seres humanos!
Quando meninas vocês não brincavam de bonecas e acreditavam em varinhas de condão? Então, os homens têm os dois, boneca e varinha de condão de onde sai um jato de estrelinhas direto ao coração de quem souber ver! Não é bonitinho pensar assim? Homem é melhor que prozac, zooloft, viagra, finesterida, só para citar as drogas legalizadas, seja qual for a orientação que você escolher.
Portanto, homens, não se afobem, não, que nada é para já... Quando o cabelo começar a cair, cultivem uma boa barba, mas nunca, nunca mais recorram à franja grega, que é ridícula!
O quê? Pelos não estão mais na moda? O negócio agora são os homens-lolitos, tipo aquele americaninho chatinho e imberbe? Nossa, estou boquiabrida!
Depois de tudo o que foi comentado aqui, deu para entender o título desta postagem? Pois é, esse tempo está demorando a chegar...
(http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/898850-estudo-diz-que-droga-para-calvos-pode-causar-impotencia-prolongada.shtml)
Não tem choro nem vela: se quiser ver a notícia vai ter de copiar e colar! Sou do tempo que era dos carecas que elas gostavam mais... Carecas, não raspados, entendido?
Belê! Beijoquinhas!
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Sagrado e Profano
Hoje Sexta-Feira da Paixão, é dia importante no calendário da cristandade católica. Na evangélica também, afinal, ambas são cristãs. Mas já que elas, igrejas católica e evangélica, têm de divergir nos detalhes, a primeira, mais espetacular, encena a Paixão de Cristo. A segunda, porém, por não se ater a usar imagens, leva o assunto para a imaginação dos fiéis e muda o foco do Deus morto, para o Deus vivo. Ai, ai... Elas, as igrejas, estão mais as voltas com as picuinhas do que com a questão da Fé. Pensando bem, as igrejas evangélicas andam levando vantagem, nesse quesito, porque, se enfatizam a imaginação, campo do abstrato, estão mais próximas de arrebanhar as ovelhas desgarradas, que hoje em dia não é apenas uma, e sim uma quantidade hiperbólica que tende ao infinito, sendo o último item da comparação uma grande hipérbole pleonástica e metalinguística!
Bem, mas do que eu quero tratar é do seguinte: o site UOL, hoje, destacou uma foto muito curiosa, muito inspirada e inspiradora em que se veem três moças deitadas sobre suas cangas, usando biquinis, na praia de Valência, Espanha. Isso é só o primeiro plano. Acontece que ao fundo, passa também pela praia, uma procissão, onde gente MUITO vestida, de forma bem austera, inclusive (muito preto, muito luto, como convém à ocasião), realiza um desfile sagrado (procissão) diante dos olhares profanos das moças...
A bem da verdade, o sagrado é que invadiu o território do profano...
Se você se lembra bem, leitor amigo do eterno 2º A, turma de 2002, do EEPAM, grande símbolo de todas as outras turmas, sagrado é o contrário de profano, que, por sua vez, significa "fora do templo". Sendo assim, se a procissão invadiu a praia, temos o sagrado invadindo a praia do profano. De fato não é para rir, é para refletir, porque hoje é um dia de re-fle-xão!
Entenderam, alunos, o grande clique do fotógrafo? Caso venham a ter dificuldades em entender o que está escrito, convém visualizar a foto. Vou "colar" o endereço da foto, mas provavelmente não vai ficar azulzinho que dê para clicar em cima e logo ir para a dita cuja... Tem, de novo, de copiar e colar numa nova janela, para então poder ver sobre o que gastei o meu latim! Tá bom? Boa sorte a todos!
Beijão!
http://noticias.uol.com.br/album/110422olho_album.jhtm?abrefoto=2#fotoNav=2
Bem, mas do que eu quero tratar é do seguinte: o site UOL, hoje, destacou uma foto muito curiosa, muito inspirada e inspiradora em que se veem três moças deitadas sobre suas cangas, usando biquinis, na praia de Valência, Espanha. Isso é só o primeiro plano. Acontece que ao fundo, passa também pela praia, uma procissão, onde gente MUITO vestida, de forma bem austera, inclusive (muito preto, muito luto, como convém à ocasião), realiza um desfile sagrado (procissão) diante dos olhares profanos das moças...
A bem da verdade, o sagrado é que invadiu o território do profano...
Se você se lembra bem, leitor amigo do eterno 2º A, turma de 2002, do EEPAM, grande símbolo de todas as outras turmas, sagrado é o contrário de profano, que, por sua vez, significa "fora do templo". Sendo assim, se a procissão invadiu a praia, temos o sagrado invadindo a praia do profano. De fato não é para rir, é para refletir, porque hoje é um dia de re-fle-xão!
Entenderam, alunos, o grande clique do fotógrafo? Caso venham a ter dificuldades em entender o que está escrito, convém visualizar a foto. Vou "colar" o endereço da foto, mas provavelmente não vai ficar azulzinho que dê para clicar em cima e logo ir para a dita cuja... Tem, de novo, de copiar e colar numa nova janela, para então poder ver sobre o que gastei o meu latim! Tá bom? Boa sorte a todos!
Beijão!
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Zica ou zica?
Essa história do significado das gírias é bem engraçada. Mudam-se ou tempos, mudam-se as vontades, gírias tornam-se obsoletas, outras permanecem, mas mudam o significado de vinho chapinha para vinho francês... É o caso da palavra-gíria "zica".
Antigamente, sem saber precisar quanto, zica significava azar...; hoje, de acordo com o uso que fazem dela meus alunos, significa sorte...
E agora? Como se aplica esse termo ao caso do Adriano, atual jogador do Corinthians? Cara que zica (primeira acepção)! No entanto, não é caso para desespero, a zica primeira pode-se transformar na zica segunda. Se o Adriano puder ser um pouco menos Adriano, também este possa ser um caso de superação.
Minha filha que é de Áries, já foi citada neste blog e é uma cética, acha que essa história de superação vai colar na história do Ronaldo e vai virar tudo uma patifaria só! Arroubos da juventude à parte, alinho-me com Nelson Rodrigues e Lupicínio Rodrigues (QUEM MESMO? diz o clamor da juventude!) para pedir calma aos jovens.
Vejam o seguinte: o Adriano, passando por esse grande, imenso, incomensurável de grande perrengue, caso tenha uma boa assessoria para questões de distúrbio dos afetos, vai voltar a jogar, sim! É o divisor de águas na vida dele, é o ponto de mutação, é a pausa que, se não refresca, age a favor da reflexão. Até aqui o Adriano só pensou com os hormônios, chegou a hora de usar os neurônios...
Não vai fazer atividade física, faça artesanato; não vai fazer atividade física, faça iôga; não vai fazer atividade física, leia livros; não vai fazer atividade física, faça terapia; não vai fazer atividade física, cuide do espírito que o corpo vai agradecer!
Fiquei pensando... já pensou se essa fatalidade tivesse acontecido no exterior e não aqui? Que infortúnio!, diria a Funéria. Sim, que lástima, que infortúnio. É que me lembrei da fala de uma outra Romana, essa bem brasileira, que disse assim em outras circunstâncias, mas que se encaixa bem aqui, com adaptações:
"Romana - Tu vai vê que é melhó passa fome no meio de amigo, do que passá fome no meio de estranho!..."
(Romana é personagem da peça teatral Eles não usam black-tie, autoria de Gianfrancesco Guarnieri (QUEM? QUEM? - Shuuut!). Romana é mãe de Tião e essa fala, especificamente, marca a sabedoria na despedida entre mãe e filho. Recuso-me, porém a falar mais sobre a peça, para que vocês possam ir atrás e ler. E, modestamente, fica como a primeira sugestão de leitura ao Adriano).
Readaptando a fala, poderíamos ter:
"Romana - Tu vai vê que é melhó a recuperação no meio de amigo, do que recuperação no meio de estranho!..."
Adriano: eu sei que hoje em dia você tem plena condição de usar black-tie...; no entanto, gente é gente, não mercadoria, embora tenha uma porção de gente que insista em dizer o contrário.
Antigamente, sem saber precisar quanto, zica significava azar...; hoje, de acordo com o uso que fazem dela meus alunos, significa sorte...
E agora? Como se aplica esse termo ao caso do Adriano, atual jogador do Corinthians? Cara que zica (primeira acepção)! No entanto, não é caso para desespero, a zica primeira pode-se transformar na zica segunda. Se o Adriano puder ser um pouco menos Adriano, também este possa ser um caso de superação.
Minha filha que é de Áries, já foi citada neste blog e é uma cética, acha que essa história de superação vai colar na história do Ronaldo e vai virar tudo uma patifaria só! Arroubos da juventude à parte, alinho-me com Nelson Rodrigues e Lupicínio Rodrigues (QUEM MESMO? diz o clamor da juventude!) para pedir calma aos jovens.
Vejam o seguinte: o Adriano, passando por esse grande, imenso, incomensurável de grande perrengue, caso tenha uma boa assessoria para questões de distúrbio dos afetos, vai voltar a jogar, sim! É o divisor de águas na vida dele, é o ponto de mutação, é a pausa que, se não refresca, age a favor da reflexão. Até aqui o Adriano só pensou com os hormônios, chegou a hora de usar os neurônios...
Não vai fazer atividade física, faça artesanato; não vai fazer atividade física, faça iôga; não vai fazer atividade física, leia livros; não vai fazer atividade física, faça terapia; não vai fazer atividade física, cuide do espírito que o corpo vai agradecer!
Fiquei pensando... já pensou se essa fatalidade tivesse acontecido no exterior e não aqui? Que infortúnio!, diria a Funéria. Sim, que lástima, que infortúnio. É que me lembrei da fala de uma outra Romana, essa bem brasileira, que disse assim em outras circunstâncias, mas que se encaixa bem aqui, com adaptações:
"Romana - Tu vai vê que é melhó passa fome no meio de amigo, do que passá fome no meio de estranho!..."
(Romana é personagem da peça teatral Eles não usam black-tie, autoria de Gianfrancesco Guarnieri (QUEM? QUEM? - Shuuut!). Romana é mãe de Tião e essa fala, especificamente, marca a sabedoria na despedida entre mãe e filho. Recuso-me, porém a falar mais sobre a peça, para que vocês possam ir atrás e ler. E, modestamente, fica como a primeira sugestão de leitura ao Adriano).
Readaptando a fala, poderíamos ter:
"Romana - Tu vai vê que é melhó a recuperação no meio de amigo, do que recuperação no meio de estranho!..."
Adriano: eu sei que hoje em dia você tem plena condição de usar black-tie...; no entanto, gente é gente, não mercadoria, embora tenha uma porção de gente que insista em dizer o contrário.
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Aos leitores

Minha filha de Áries (dai-me paciência, Senhor!) perguntou-me quem lê o meu blog. Pergunta bastante importante, por isso mereceu uma pausa dramática... para que o meu cérebro recolhesse o golpe e pudesse processá-lo de modo a não opilar o meu fígado.
De bate pronto respondi enfaticamente: EU!
Sim, leitor amigo, eu sou a mais frequente, mais insistente e a mais saliente leitora de mim mesma! Porque escrevo e faço a revisão e tenho de corrigir a coesão, a coerência, o estilo, a gramática de acordo com a norma culta, a p(*) toda! Entre os movimentos de "visualizar" e "ocultar a visualização" vão praí um cento de vaivéns!
Sou ou não sou a minha maior leitora? Isso não significa que seja a melhor... Afinal, "pretensão e água benta, cada um toma a que quer" e entre a primeira e a segunda, a segunda me vale mais!
No entanto, como dizia D. Benta Encerrabodes de Oliveira, "elogio em boca própria é vitupério!". Tudo bem que hoje em dia chama-se "marketing pessoal" ao conteúdo da sábia frase da tradicional velhinha. Também chamam a isso atualizações.
Pois é... Algum outro leitor, além de mim, saberá o que é uma válvula? Se souber, ufa!, um possível interlocutor! Se não souber, posso explicar! Ou melhor, dê um google, veja lá e depois conversamos, de acordo?
Certo, aguardo contato!
Beijinhos!
Oxford ou Harvard?
Recentemente comprei um par de sapatos no estilo Oxford. São lindos, mimosos, do jeitinho que eu gosto: bico redondinho, amarração por cardaços encerados, saltinho, visto que sou uma pessoa verticalmente prejudicada, cor whiskie... Nem sabia que existia essa cor, justo eu que nem sou chegada a beber por excesso de pileques alheios, mas isso é assunto para outra postagem... Tem dois whiskies que eu gosto, só pra não dizer que não falei das flores: o da propaganda do Johnny Walker, com o Harvey Keitel (aquele pão! Ui!) e o filme uruguaio (pensando bem, os dois assuntos também merecem postagens...)
Pois bem, paguei cem paus pelo par... Uma pequena fortuna para o meu momento infortúnio financeiro... Mas sigam meu raciocínio: 100 paus por mais ou menos, vá lá, seis anos, acho que se paga... Claro está que vai algumas vezes ao sapateiro, mas lá se paga. Cuidando bem, que mal tem?, pensei ao abrir as burras de dinheiro abafando qualquer vestígio da consciência vir a chamar-me burra, por sua vez...
Então, continuando, não é que ao chegar em casa vieram os dois pés esquerdos? Diacho, pensei, que maçada!, então a mulher não sabia lá o que era esquerdo e direito? Ai, que saco, pensei novamente, lá vou eu a trocar os sapatos... Fui à loja, fiz a troca e, como por milagre, ou ironias do destino estavam na caixa, agora, os dois... pés direitos!!!
Pela mãe do guarda, quem pode com isso? Pensei comigo: essa vendedora não deve ser muito diplomada, a não saber distinguir o que é direita ou esquerda? Onde já se viu! - e então, já bufando, fui novamente até a loja para jogar-lhe culpas ao rosto!
Como fui em um horário diferente, não encontrei a mesma vendedora que me havia vendido os sapatos. Quem me atendeu foi a gerente, que, neurocientificamente, ouviu o meu caso e providenciou a troca COR-RE-TA-ME-NTE!
Muito bem, tudo está bem, quando acaba bem, já dizia o bardo! Então voltei pra casa feliz da vida com os meus sapatos novos!
Pois não é que dei bobeira e a Luna, uma filhotinha canil que é nossa dona, achou-os deliciosos? Sim, caro leitor, a Luna comeu meus sapatos novos! Pensei - depois de gritar uma interjeição, é claro - "me segura que eu vou dar um troço!"; em seguida, gritei a frase que pensei, além de uma tonelada de palavrões... Como já era noite, fui dormir com essa desilusão, ou sabedoria, de que a vida não é justa...
Dia seguinte, mais calma, fui olhar o estrago... No fim nem tinha estragado muito... Depois fiquei pensando: se eu fosse ainda trabalhar com eles, sapatos, e os meus aluninhos viessem perguntar o que tinha acontecido, eu sempre podia pedir a eles que adivinhassem o que havia acontecido através de uma historinha!
Ah, o doce mistério da vida! Segundo alguns, as crianças precisam ser enganadas para serem felizes! E se isso render uma boa história, até os adultos entram na ciranda da felicidade!
Mas de tudo, de tudo mesmo, pode-se tirar uma lição: da próxima vez, ao invés de Oxford, compro uns sapatos Harvard e os deixo bem longe da Luna! Pelo sim e pelo não, é bom que a Luna não lhe encoste o pelo!
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