Xênia Bier, quem diria ainda está firme e forte e comentando novelas, o que era um dos pontos fortes do seu programa vespertino e exclusivo. O programa ocupava o horário da tarde na TV Bandeirantes, num daqueles lapsos de uma programação boa que a Band têm de vez em quando.
Me lembro do programa da Xênia assistido todas as tardes pela minha mãe na segunda casa em que nós moramos. Se foi na segunda casa, então foi entre 1967 e 1969, depois é que assentamos o facho na terceira casa.
Eu odiava o programa da Xênia por que ele roubava a televisão dos meus desenhos animados para o daquela mulher faladeira. Mas foi um programa muito útil para minha mãe, pois foi uma forma de ela refletir sobre as questões do feminino e do feminismo (notem que são questões diferentes; se não fosse assim não haveria duas palavras distintas, viu, leitores jovens!). Eram os loucos anos 60 e o feminismo Betty Friedman e Simone de Beauvoir estavam à toda!
No programa havia uma primeira parte em que a Xênia tratava de uma assunto que ela escolhia e que era uma espécie de editorial. Em seguida ela respondia cartas escritas por telespectadoras. Depois vinham as entrevistas com pessoas interessantes que iniciaram suas trajetórias com ela. O doutor Angelo Gaiarsa foi um deles; De Rose, mestre iogue, também. Ah, havia participação de vários convidados, por exemplo, representantes do AA, que, tomando-se 1967 como referência, completava 20 anos de Brasil (o AA chegou ao Brasil em 1947). Não é o máximo? Com certeza!
Hoje a Xênia ainda tem uma coluna em que ela comenta novelas. Então o que você está esperando? Dê logo um google!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Xênia Bier
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Fossas Marianas
Uma vez, há muitos anos atrás, quando Charles M. Schulz era vivo, li uma tirinha do Snoopy publicada no Jornal da Tarde. O jornal era comprado todos os dias, à tarde, pelo meu irmão mais velho. A história era mais ou menos assim: o Snoopy estava no teto da sua casinha com sua máquina de escrever iniciando um romance (pst, lembram-se de que um dia ele iria vencer o Prêmio Nobel? Por isso escrevia...) e o texto dizia...
1º quadrinho: (o herói dizia para a heroína: meu amor por você é maior que o Monte Everest que tem mais de oito mil metros de altura!
2º quadrinho: meu amor por você é mais profundo do que as Fossas Marianas que têm mais de 11 e tralálá metros de profundidade.
3º quadrinho: conclusão do Snoopy olhando para o leitor: "Meu herói é um tremendo chato!"
Porque eu lembrei dessa historinha? Primeiro por que ela faz parte do folclore familiar, aquela espécie de inconsciente coletivo caseiro. Segundo, porque ao invés de falar simplesmente em depressão, vou usar um eufemismo, "Fossas Marianas".
Sim, querido leitor, você já percebeu que vou falar em depressão feminina. Sabe como é , leitor jovem? Não? E as Fossas Marianas, você sabe o que são? Também não? Puxa vida!
Sim, eu sei que eu te menosprezo, caro leitor jovem, mas é porque eu prezo você demais! Como pode uma contradição em termos como esta? Bem, apenas vou dizer que é um dos mistérios da vida...
Então, o que é a depressão para um homem e o que é para uma mulher em relação a escrever? No meu entender, para os homens talvez seja um forma de superação criativa mais evidente, uma forma de expurgar os humores ruins... Para as mulheres é... a mesma coisa! Pasmem com a minha conclusão genial! E aí vem a questão: será que não é coisa de SER HUMANO? Pois é, os seres humanos têm dessas patifarias...
Na verdade é que não escrevo há um tempão, porque estava justamente acometida do mal das Fossas Marianas e isso, como o herói do Snoopy, é algo tremendamente chato, e limitante, e lacrimoso, e assustador, e assustador, e assustador, mas tão assustador, que a gente até esquece de respirar! Deve ser por isso que a depressão muitas vezes leva ao suícidio, as pessoas acometidas desse mal, esquecem de respirar. Atualmente, meu projeto é morrer dormindo, não de susto, nem de bala, nem de vício, como menciona o texto da canção. Não sei se as coisas saírão do jeitinho que estou imaginando, mas até que é um bom projeto, né, dr. Gaiarsa?
1º quadrinho: (o herói dizia para a heroína: meu amor por você é maior que o Monte Everest que tem mais de oito mil metros de altura!
2º quadrinho: meu amor por você é mais profundo do que as Fossas Marianas que têm mais de 11 e tralálá metros de profundidade.
3º quadrinho: conclusão do Snoopy olhando para o leitor: "Meu herói é um tremendo chato!"
Porque eu lembrei dessa historinha? Primeiro por que ela faz parte do folclore familiar, aquela espécie de inconsciente coletivo caseiro. Segundo, porque ao invés de falar simplesmente em depressão, vou usar um eufemismo, "Fossas Marianas".
Sim, querido leitor, você já percebeu que vou falar em depressão feminina. Sabe como é , leitor jovem? Não? E as Fossas Marianas, você sabe o que são? Também não? Puxa vida!
Sim, eu sei que eu te menosprezo, caro leitor jovem, mas é porque eu prezo você demais! Como pode uma contradição em termos como esta? Bem, apenas vou dizer que é um dos mistérios da vida...
Então, o que é a depressão para um homem e o que é para uma mulher em relação a escrever? No meu entender, para os homens talvez seja um forma de superação criativa mais evidente, uma forma de expurgar os humores ruins... Para as mulheres é... a mesma coisa! Pasmem com a minha conclusão genial! E aí vem a questão: será que não é coisa de SER HUMANO? Pois é, os seres humanos têm dessas patifarias...
Na verdade é que não escrevo há um tempão, porque estava justamente acometida do mal das Fossas Marianas e isso, como o herói do Snoopy, é algo tremendamente chato, e limitante, e lacrimoso, e assustador, e assustador, e assustador, mas tão assustador, que a gente até esquece de respirar! Deve ser por isso que a depressão muitas vezes leva ao suícidio, as pessoas acometidas desse mal, esquecem de respirar. Atualmente, meu projeto é morrer dormindo, não de susto, nem de bala, nem de vício, como menciona o texto da canção. Não sei se as coisas saírão do jeitinho que estou imaginando, mas até que é um bom projeto, né, dr. Gaiarsa?
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