terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

NERUDA SEMPRE

"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece."

PABLO NERUDA

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Caça as Bruxas, o filme II

O filme Caça às Bruxas, parece O Nome da Rosa da segunda década do século XXI. Época medieval, momento de intolerãncia, ida a um mosteiro, acerto de contas numa biblioteca, a mensagem do poder da leitura (sabedoria da qual compartilho, quase como uma Joana D'Arc sem espada, mas com livros, livros, livros!)
Quando fui fazendo o entrelaçamento entre os dois filmes, fiquei me perguntando se o meu raciocínio não estaria contaminado pelas notícias que li durante a semana sobre a nova novela de Gilberto Braga (nova novela é ótimo! Atual novela...) Insensato Coração... Pois os críticos mostram e sapateiam em cima que o G.B. (quase escrevi G.H.)está requentanto a quentinha. Não sei dizer, não estou acompanhando à novela... Dizem principalmente que a novela atual (sacou, sacou?) lembra muito o sucesso (essa sim) Vale Tudo. É interessante que eu já havia pensado sobre isso, por causa do elenco; tudo bem tínhamos pensado eu e a torcida do Flamengo, mas tá valendo. O que eu gostaria de citar é a ausência de alguns atores, veradeiros pães, como Carlos Alberto Riccelli, que não sei por onde anda, deve estar ao lado da esplendorosa Bruna Lombardi, lá nos EUA, e João Bourbonnais (que atualmente pode ser visto no programa Tribunal da TV, da Band e nos espetáculos Cândida, de Bernard Shaw e Canção do Amor em Rosa, ambos no Teatro Augusta). Os dois, na ocasião de Vale Tudo, faziam o papel de escroques, amantes de Odete Roitman (gente, é assim que escreve?), Tudo bem, o tempo passa para todo o mundo, mas aposto que eles dão uns tiozinhos apetecíveis ainda.
Mas deixa estar! A novela ainda vai mostrar ao que veio, ainda vai ter o seu ponto de mutação. É líquido e certo, é o efeito Tostines: a novela ficará boa por que a audiência e os críticos mandam? ou o mandonismo da audiência e dos críticos tornará a novela boa? Quem viver, verá!

Caça às Bruxas, o filme

Não há melhor esconderijo do que em meio à multidão.
Ontem fui me tocaiar no shopping. Quer mais multidão que isso? Domingo, hora do almoço, onde está Wally? Difíííícil de achar... Então, eu, Wally, estava lá. Outra razão para escolher o shopping para o almoço é que no momento estou no papel de Abominável Mulher das Neves: só como branco! Isto, pois estou fazendo um clareamento dental e uma reestruturação mental, uma vez que tem de ter muita massa cinzenta para aguentar tanta brancura. Mas é tortura com data para acabar: amanhã é a última sessão e quarta feira já volto pra paleta, com o máximo de colorido que conseguir!
Meu objetivo principal, na verdade, era ir ao cinema. Assistir ao filme Caça às Bruxas.
Tinha visto o trailer, gostado do elenco e, claro, ficado intrigada com a história. Sugeria que o protagonista (vivido por Nicolas Cage) seria um homem que embora à serviço do patriarcalismo, não concordava com ele. Essa impressão foi confirmada, mas o buraco é mais embaixo, portanto vá ver o filme, caro leitor.
Mas do elenco o ator que eu mais gosto é Ron Perlman. Ele é ótimo! Já havia trabalhado em O Nome da Rosa (é aquele "tolinho" que tenta apagar as chamas da fogueira assoprando-as) e também é o personagem Hell Boy do filme idem. Em um dado momento, ele pergunta qual é o castigo aos desertores e ao saber que pode ser a forca ou a fogueira, diz presferir a primeira à segunda e eu logo pensei, também, já foi queimado em O Nome da Rosa, agora pode escolher a forca (aprendeu que não a apaga assoprando!) e como diabinho bom, só vivia inflamado. Chega de chamas, pensou ele!
Há também entre os personagens de masculinos aquele lance da amizade masculina, cheia de honra e companheirismo (ai, que inveeeeeeeeeeeja!). Mas, ao fim e ao cabo, sobram Adão e Eva e também é ela que vai relatar o perigo que o mundo correu ao livrar-se do mal, etc e tal. Afinal, foi a ela que o demônio escolheu para se instalar; e, sim, cabe bem ao feminino também contar sobre o perigo que correu, afinal, o alvo da sanha ensadecida da Igreja eram as mulheres (inveja masculina? Ôpa!)
Hoje parece que os caçados são os homens, haja vista o que acontece na Itália. Tudo bem, os homens por lá estavam meio folgados... Até sobrou para o jogador Adriano, o Imperador da Roma, he, he! Deu até vontade de reler o livro Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar. Então vão aí duas dicas: o filme Caça às Bruxas e o livro Memórias de Adriano.