Uma vez, há muitos anos atrás, quando Charles M. Schulz era vivo, li uma tirinha do Snoopy publicada no Jornal da Tarde. O jornal era comprado todos os dias, à tarde, pelo meu irmão mais velho. A história era mais ou menos assim: o Snoopy estava no teto da sua casinha com sua máquina de escrever iniciando um romance (pst, lembram-se de que um dia ele iria vencer o Prêmio Nobel? Por isso escrevia...) e o texto dizia...
1º quadrinho: (o herói dizia para a heroína: meu amor por você é maior que o Monte Everest que tem mais de oito mil metros de altura!
2º quadrinho: meu amor por você é mais profundo do que as Fossas Marianas que têm mais de 11 e tralálá metros de profundidade.
3º quadrinho: conclusão do Snoopy olhando para o leitor: "Meu herói é um tremendo chato!"
Porque eu lembrei dessa historinha? Primeiro por que ela faz parte do folclore familiar, aquela espécie de inconsciente coletivo caseiro. Segundo, porque ao invés de falar simplesmente em depressão, vou usar um eufemismo, "Fossas Marianas".
Sim, querido leitor, você já percebeu que vou falar em depressão feminina. Sabe como é , leitor jovem? Não? E as Fossas Marianas, você sabe o que são? Também não? Puxa vida!
Sim, eu sei que eu te menosprezo, caro leitor jovem, mas é porque eu prezo você demais! Como pode uma contradição em termos como esta? Bem, apenas vou dizer que é um dos mistérios da vida...
Então, o que é a depressão para um homem e o que é para uma mulher em relação a escrever? No meu entender, para os homens talvez seja um forma de superação criativa mais evidente, uma forma de expurgar os humores ruins... Para as mulheres é... a mesma coisa! Pasmem com a minha conclusão genial! E aí vem a questão: será que não é coisa de SER HUMANO? Pois é, os seres humanos têm dessas patifarias...
Na verdade é que não escrevo há um tempão, porque estava justamente acometida do mal das Fossas Marianas e isso, como o herói do Snoopy, é algo tremendamente chato, e limitante, e lacrimoso, e assustador, e assustador, e assustador, mas tão assustador, que a gente até esquece de respirar! Deve ser por isso que a depressão muitas vezes leva ao suícidio, as pessoas acometidas desse mal, esquecem de respirar. Atualmente, meu projeto é morrer dormindo, não de susto, nem de bala, nem de vício, como menciona o texto da canção. Não sei se as coisas saírão do jeitinho que estou imaginando, mas até que é um bom projeto, né, dr. Gaiarsa?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
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